**MANOLITO EM CHAPARRAL / GAZOO EM OS FLINTSTONES**

**ELLIOT NESS EM OS INTOCÁVEIS E O HOMEM DE VIRGÍNIA**

**SCOTT LANCER**
"O rancho High Chaparral está chorando; e nós também!
Blog em homenagem ao primeiro e maior estúdio de dublagem da década de 1960 para a televisão. Aqui, estão reunidas informações, entrevistas com dubladores, biografias, relação de nomes de dubladores que passaram pela Arte Industrial Cinematográfica, artigos especiais sobre dublagem , etc.
**MANOLITO EM CHAPARRAL / GAZOO EM OS FLINTSTONES**










***** Charlie Chan era um detetive que tinha a ajuda de seus 10 filhos, nos casos que investigava. Na verdade, os filhos atrapalhavam mais do que ajudavam o pai, Esse desenho foi criado em 1972 pela Hanna-Barbera, exibido originalmente pela TV Globo entre 1973/74.*****






**ESTA ENTREVISTA FOI CONCEDIDA A LEANDRO PEREIRA LESSA E FAZ PARTE DA SUA MONOGRAFIA "A DUBLAGEM NO BRASIL", APRESENTADA À BANCA EXAMINADORA DO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE FEDRAL DE JUIZ DE FORA/MG, EM 13/01/2003.



JOSÉ SOARES ORIENTANDO DUBLADORES/IBRASOM
AS PRIMEIRAS DUBLAGENS E BRAGUINHA






FILHO DA ATRIZ E DUBLADORA, DULCEMAR VIEIRA, NELSON MACHADO, DESDE A SUA ADOLESCÊNCIA, JÁ ESTAVA DENTRO DE UM ESTÚDIO DE DUBLAGEM.


http://www.youtube.com/watch?v=skKNRHpbHv4
**Colaboração: Thiago Moraes
**Marco Antônio dos Santos**
"Seu Barriga" no seriado Chaves


http://www.youtube.com/watch?v=nRVeq5eop_I
**Colaboração: Thiago Moraes**
**Marco Antônio dos Santos**






**MARIA ANTONIETA NA ÉPOCA E ATUALMENTE**















********** ÉZIO RAMOS

SAMUEL LOBO***






Uma das tarefas mais complexas é traçarmos as fases bem distintas que a AIC teve em seus quase 14 anos de existência. Praticamente não há documentos que comprovem o seu início, a sua fundação e a data exata da extinção.
No transcorrer desses anos, a AIC foi palco de inúmeros dubladores que por lá passaram, alguns brevemente, esporadicamente. Outros permaneceram na empresa por anos: são aquelas famosas vozes tão conhecidas e lembradas até os dias de hoje.
Baseando-nos, apenas nos arquivos sonoros, e pelas datas das produções dubladas e , principalmente, pelos dubladores que participaram, esboçamos as fases possíveis que a AIC passou. É bom frisar que este esboço é um resultado de pesquisas realizadas no transcorrer do tempo. Evidentemente, o seu resultado não representa 100% das fases da AIC, mas se aproxima o máximo possível. Lembrando que não há documentos sobre o período.
O estúdio Gravasom foi criado em 1958, ainda com pouca produção, consegue dublar desenhos, mas é a partir de 1961 (com a obrigatoriedade da lei da dublagem na tv), que se inicia um processo imenso de filmes e séries de tv para dublagem. Dessa forma, nota-se, sobretudo pela qualidade sonora, que a AIC tenha iniciado o seu trabalho em 1962. Não encontramos a precisão da data, porém já se encontra produções dubladas pela AIC nesse ano. Podemos citar os desenhos Manda-Chuva, Os Jetsons e Os Flintstones.
AS FASES BEM DISTINTAS DA AIC:
1ª FASE - (1962 - 1967): Esta fase é marcada por ser muito radiofônica. Há aqui, claramente, a influência da rádionovela. A maioria de seus dubladores são oriundos do rádio, principalmente a rádio São Paulo, de onde Wolner Camargo convidou diversos. Nesta fase, surgem também dubladores que seguiririam a carreira de ator, alguns se transferem para o Rio de Janeiro com o início da TV Globo.
O ano de 1967 é marcado, notóriamente, pela alteração de dubladores. Há a saída de diversos para a televisão e para outros estúdios de dublagem que iniciavam no Rio de Janeiro. Neste ano há algumas alterações de vozes em diversas séries. Há a saída de Wolner Camargo, porém Older Cazarré assume a direção artística e traz uma nova safra de dubladores, não exclusivamente do rádio, mas de atores que iniciavam nas novelas da época. Assim, são revelados novos nomes e a dublagem perde a influência do rádio.
2ª FASE - (1967 - 1972): Nesse período, a AIC se consolida como o estúdio que mais dublagens realiza para a televisão. O estúdio que já vinha da 1ª fase com grande qualidade e excesso de dublagens, praticamente trabalha quase que 24 horas por dia, sem perder a qualidade. Aqui, como a nossa televisão estava mais popular, o número de filmes e séries de tv aumenta.
3ª FASE - (1972 - 1976): Esta fase já mostra o estúdio em declínio, principalmente a partir de 1974. Aqui, a AIC não consegue competir mais com o estúdio Álamo, recém-inaugurado, e, principalmente com a Herbert Richers, uma vez que houve o declínio financeiro da TV Record e Tupi, a falência da TV Excelsior e a ascenção da TV Globo no Rio de Janeiro. Há uma perda de mercado, muitos dubladores se transferem para o Rio de Janeiro, outros dublam na Álamo. A AIC não consegue sanar as suas enormes dívidas, principalmente com o antigo INPS, e até com dubladores. Assim, ela já era uma massa falida quando um outro grupo a adquire.
Surge assim um novo estúdio, a BKS, no mesmo endereço, porém nunca conseguiu ter a continuação do brilho que o estúdio anterior teve.
Na vida há momentos mágicos, os quais jamais consiguimos repetir, a AIC foi um !!!!!
**Marco Antônio dos Santos**






Jorgeh Ramos possui uma extensa carreira na dublagem. Muito conhecido, nos últimos anos, por narrar a propaganda de um filme para o cinema, esteve também, por um período curto, no estúdio da AIC.
Segundo nossos arquivos sonoros, sua passagem pela AIC data de 1966/67, onde sempre foi muito requisitado para dublar vilões, cientistas obsecados, etc. É dessa época as suas participações em séries como : Missão Impossível, Big Valley e, principalmente, a 2ª temporada de Viagem ao Fundo do Mar onde esteve presente quase em 50% dos episódios. Em todas as suas participações o vilão era dado para ele.
Ao ser lançada no Brasil em dezembro de 1966, a série Perdidos no Espaço trouxe um personagem muito diferente: um robô. Uma das maiores sensações da série para a garotada, Jorgeh Ramos é escalado para dublá-lo a partir do episódio nº 4 (Terra de Gigantes) indo até o episódio nº 19 (O Fantasma do Espaço), sendo a partir daí substituído por Amaury Costa. O curioso é que nessa fase de Perdidos no Espaço, o robô também era meio vilão, uma vez que seguia as ordens do Dr. Smith.
Jorgeh Ramos saiu de Perdidos no Espaço, porque saira também da AIC, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde participa ativamente como dublador e diretor de dublagem no estúdio TV Cine Som. A série Os Invasores reúne, talvez, o maior número de participações, uma vez que o estúdio estava iniciando e possuía um número ainda pequeno de dubladores.
Com o encerramento da TV Cine e Som, Jorgeh Ramos emigra para a Herbert Richers, onde também foi diretor de dublagem e dublou personagens importantes, todos no início da década de 1970. São desse período a dublagem de Lee Majoors na série "O Homem de Seis Milhões de Dólares" (1ª voz), assim como a de Ralph White (John Walton) também a 1ª voz e diversas participações em filmes e outras séries como, por exemplo, Columbo.
Os desenhos não ficaram de fora, assim Jorgeh Ramos dubla Dom Pixote em "A Turma de Zé Colméia", "Carangos e Motocas", "Grande Polegar, detetive particular", etc.
A partir do final da década de 1970, é convidado a ser o narrador para os traillers dos filmes que seriam exibidos no cinema. Trabalho que ainda realiza.
A dublagem volta a pedir vilões para os desenhos Disney. Assim, desde a década de 1990 fez diversos, tais como : Jafar no desenho Aladim, e um dos mais inesquecíveis trabalhos, o leão Scar, em O Rei Leão. Dessa forma, surgiram outros vilões em desenhos para o cinema, como Rasputin em Anastácia.
Aqui, temos uma dublagem realizada na AIC. O seriado realizado para o cinema "Marte invade a Terra", traz Jorgeh Ramos dublando o ator que está de chapéu com a arma e conversa com um invasor marciano. Curiosamente, parece não ser o vilão.
http://www.youtube.com/watch?v=PeiLxTVUkhg
Aqui, encontramos traillers de filmes narrados por Jorgeh Ramos, numa entrevista dada à extinta TV Manchete, em 1993.
http://www.youtube.com/watch?v=zKFORS5_Iyc
**Marco Antônio dos Santos**
A dublagem do desenho Os Flintstones é muito curiosa e procuramos analisá-la episódio por episódio e encontramos situações, no mínimo, que contradizem muitos sites especializados.
FOTO DE RITA CLEÓS NO FILME "MACUMBA NA ALTA", AO LADO DA ATRIZ QUE DUBLOU DURANTE TANTO TEMPO: ELIZABETH MONTGOMERY.
Às vezes penso que, com o passar do tempo, vamos perdendo muitas coisas, entre elas, a presença de pessoas queridas que conviveram conosco. Ao mesmo tempo, sinto que presenciei fatos, vi coisas, as quais foram próprias de uma época, de um período de minha vida!
Ao assistir Rita Cleós atuando no filme "Macumba na Alta" de 1958, voltaram em minha mente, como as imagens de um episódio, de forma nítida as suas atuações em novelas a que assisti durante a infância.
A estrela retornou com grande domínio em meu arquivo de artistas, aqueles que nos dão prazer em sempre revê-los. Imediatamente veio a novela O Cara Suja, onde atuava ao lado de Sérgio Cardoso na extinta TV Tupi e, retornaram as suas cenas fazendo-me como que, por um segundo, revê-la à minha frente.
Nossas mentes são incontroláveis e, de repente, também a vi ao lado de Francisco Cuoco na famosa novela Redenção, em Legião dos Esquecidos, Sangue do meu Sangue e fortemente interpretando D. Maria I, a rainha de Portugal, na novela Dez Vidas. Todas na extinta TV Excelsior, palco de artistas de enorme talento que seguiram diversos caminhos.
Talento: essa é a palavra para definirmos a atriz Rita Cleós. Além de iniciar no cinema, fez diferentes personagens em novelas e se demonstrou de forma gigantesca na dublagem.
Já ouvi a atriz Elizabeth Montgomery, a querida Samantha, com sua voz original e sinto que naquele universo de ficção está faltando alguém. Na festa que é assistirmos a série A Feiticeira, Rita Cleós não pode faltar!!!
O curioso é que, ao olhar para o passado percebi que o maior registro que temos é a dublagem de A Feiticeira, pois das novelas citadas nada restou. Agora, surge uma pérola perdida e esquecida no tempo: "Macumba na Alta".
Ao olharmos este filme de 1958, não podemos traçar os mesmos padrões do cinema atual, isso seria irracional, mas convido a todos a observar a leveza, a forma de se posicionar diante de cada ator e das câmeras, sua interpretação com a voz!
Aí veremos a estrela ainda engatinhando, porém tendo pleno domínio de uma atriz com experiência!!
Outo dia, disseram-me que a vida foi injusta com a Rita Cleós, pois a atriz ficou esquecida.
Não! Ela jamais foi esquecida. Ela entrou em milhares de lares com sua voz, sendo a nossa alma brasileira de Samantha, desde o final da década de 1960. Hoje, compramos DVDS para ouví-la! Ela nunca esteve tão próxima de todos nós!
A sua biografia já foi abordada neste blog em 11/09/2008 com o título "Dublador em Foco (04): Rita Cleós". Aqueles que quiserem poderão conhecer maiores detalhes.
**Aqui, através deste link vocês poderão assistir trechos do filme "Macumba na Alta" , onde há a presença de outros atores como: Fábio Cardoso, Jaime Costa, Felipe Carone, etc.
http://www.youtube.com/watch?v=2zbtAvUUhBY
***COLABORAÇÃO: THIAGO MORAES
**Marco Antônio dos Santos**



























Assim como a maioria dos dubladores da década de 1960, Ary de Toledo também veio do rádio, onde fora locutor. Assim, sua ida para a AIC foi uma consequência natural daqueles que tinham já um desempenho grande com a voz. Seu nome, até hoje, é confundido com o humorista Ari Toledo, onde às vezes, há informações nas quais se confundem ambos.
Ary de Toledo ficou eternizado na dublagem do Major West da série Perdidos no Espaço. Também, durante a série, já dirigia alguns episódios, alternando com Hélio Porto e outros.
Além desse personagem, foi o dublador de Greg Morris (Barney) nas três primeiras temporadas da série Missão Impossível e personificou maravilhosamente o gato Bacamarte, o qual perseguia o rato Chumbinho (dublado por Older Cazarré). Como Bacamarte ele fez uma voz muito adequada ao personagem que vivia numa fazenda. Outro personagem fixo foi o chefe Sharkey de Viagem ao Fundo do Mar, entretanto, não ficou até o término da série.
Um de seus últimos trabalhos na AIC, por volta de 1968, é no episódio "Destino: Terra" da série Terra de Gigantes, onde dubla um cientista. Nessa época, Ary de Toledo se transfere para o Rio de Janeiro, onde faz algumas participações nas dublagens da TV Cine e Som.
Nesse estúdio participou pouco tempo, pois na Cine Castro surge um amplo trabalho na dublagem e como diretor também. Assim, eis que surgem: Pernalonga e Kung Fu.
No Brasil, o Pernalonga inicialmente teve cerca de dois dubladores (conhecidos) nas dublagens da Cine Castro feita nos anos 60 e no início dos anos 70, foram eles: Ary de Toledo (1ª voz) e Cauê Filho (2ª voz). Já Mário Monjardim (3ª voz) que se tornou mais conhecido por dublar Pernalonga durante mais tempo, e por ter sido o dublador oficial do personagem por mais de 20 anos, dublando no estúdio Herbert Richers.
Em 1973, na série Kung Fu, Ary de Toledo dirigia alguns episódios, porém , infelizmente, durante a dublagem veio a falecer, segundo consta em 1974, vítima de complicações de uma cirurgia de hérnia.
Um grande artista da voz, da interpretação que marcou uma geração nos estúdios de dublagem que integrou.
Para reelembrarmos um de seus melhores trabalhos na AIC, temos um episódio do desenho de Hanna Barbera: Bacamarte e Chumbinho.
http://www.youtube.com/watch?v=spQ9Ln6yGtM
**Marco Antônio dos Santos**

Marcelo Gastaldi e Aliomar de Matos








http://www.youtube.com/watch?v=aeqmIx-DlI4
***Apesar da dublagem não ter sido realizada na AIC, quase todos os profissionais participaram da AIC e isso trouxe muita qualidade ao seriado Chaves, pela experiência dos dubladores. Aqui uma cena de Osmiro Campos dublando o Professor Girafales, acompanhado de Carlos Seidl e Marcelo Gastaldi.
http://www.youtube.com/watch?v=fwAKNINy1Bk
***Marco Antônio dos Santos***





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***FONTES BIBLIOGRÁFICAS: CENTRAL RETRÔ TV***
***PARA AQUELES QUE QUISEREM RECORDAR, ENCONTRAMOS NO YTB, A ABERTURA ORIGINAL DA SÉRIE, NARRADA POR WOLNER CAMARGO (pai de Emerson Camargo)***
http://www.youtube.com/watch?v=7GPjITJz3F0
***Marco Antônio dos Santos***

